
Entenda como a termografia em bombas industriais ajuda a identificar aquecimentos anormais em mancais e vedações.
Em uma bomba industrial, um pequeno vazamento no selo mecânico pode passar despercebido durante algum tempo. Quando o problema se torna visível, geralmente a condição já está em estágio mais avançado. A termografia em bombas industriais ajuda justamente a observar alterações térmicas antes que alguns sinais se tornem evidentes a olho nu.
Isso acontece porque componentes como mancais, vedações, motor acoplado e a própria carcaça podem apresentar padrões de aquecimento em bombas industriais associados a diferentes condições de operação. Ao identificar essas alterações, a inspeção termográfica direciona a investigação para os pontos que exigem maior atenção.
Este artigo apresenta os principais pontos de medição em bombas industriais e o que diferentes padrões térmicos podem indicar.
Também mostra até onde a técnica é suficiente e como o monitoramento contínuo de temperatura pode complementar as inspeções periódicas.
Na termografia em bombas industriais, alguns pontos merecem atenção especial, visto que podem concentrar alterações térmicas associadas a diferentes condições do conjunto. Entre os principais estão:
O aquecimento nessa região pode estar relacionado a problemas de lubrificação ou ao desgaste dos rolamentos.
A inspeção deve considerar principalmente a carcaça e os mancais do motor. Alterações térmicas nesses pontos podem estar associadas a superaquecimento, sobrecarga ou problemas nos rolamentos. Também é possível inspecionar a caixa de ligação elétrica do motor e seus terminais.
É um dos pontos mais sensíveis da bomba. Um selo comprometido pode apresentar aumento de temperatura antes que a falha evolua para um vazamento visível, o que torna essa região importante durante a inspeção. Existem diversas formas de fazer a vedação, cada uma com sua especificidade.
Quando o aquecimento aparece de forma mais difusa, o padrão pode sugerir alterações relacionadas ao fluxo interno do equipamento. Essa relação não é conclusiva apenas pela termografia, por isso deve servir como indicação para uma análise mais aprofundada.
É a parte responsável por mover o fluido e, por estar em contato direto com ele, pode apresentar cavitação. O rolamento das pás da voluta também pode sofrer aquecimento.
Resíduos que eventualmente sejam movidos junto com o fluido podem travar as pás e gerar aquecimento. O próprio fluido, quando aquecido, também pode transmitir esse calor ao restante da voluta e ultrapassar os limites desejáveis.
Portanto, a leitura conjunta desses pontos ajuda a localizar regiões com comportamento térmico anormal e a direcionar a investigação para os componentes que exigem maior atenção.

Além da temperatura registrada, a localização e a distribuição do aquecimento em bombas industriais ajudam a direcionar a investigação durante a termografia. Alguns padrões merecem atenção:
Sugere desgaste das faces de vedação.
Pode estar associado à lubrificação insuficiente ou ao desgaste do rolamento. Problemas de lubrificação e falhas em rolamentos estão entre as condições que podem provocar elevação de temperatura em equipamentos rotativos.

Pode sugerir desalinhamento no acoplamento. A termografia consegue revelar padrões térmicos anormais em acoplamentos, mas essa indicação deve ser confirmada por outras técnicas de diagnóstico.
Esses padrões ajudam a definir onde aprofundar a análise, mas não devem ser interpretados como diagnósticos isolados.
A termografia mostra a resposta térmica do conjunto e funciona como mais uma evidência dentro do monitoramento de condição.
A cavitação ocorre quando bolhas de vapor se formam no fluido e colapsam em regiões de maior pressão dentro da bomba.
Esse processo gera impactos repetitivos, que se manifestam principalmente como vibração e ruído anormal. Em campo, esse som costuma ser comparado ao de “pedras” ou “cascalho” passando pela bomba.

Por essa característica, a termografia não é a técnica principal para identificar cavitação. A câmera pode registrar alterações de temperatura associadas ao funcionamento anormal da bomba, mas esse efeito térmico é secundário e não permite confirmar, sozinho, a presença do fenômeno.
A análise de vibração é mais indicada para essa investigação, pois mede os sinais mecânicos gerados durante a operação.
Parâmetros como frequência, amplitude e forma de onda permitem caracterizar alterações no comportamento vibracional, e medições de aceleração podem ajudar a identificar condições como cavitação e turbulência em sistemas de bombeamento.
Quando a inspeção termográfica revelar um comportamento anormal e houver suspeita de cavitação, o ideal é aprofundar a análise por vibração.
Nesse caso, a termografia funciona como uma técnica complementar, enquanto a vibração fornece informações mais diretamente relacionadas ao modo de falha.
Na abordagem tradicional, a termografia manual é realizada por um inspetor que utiliza uma câmera térmica para coletar dados periodicamente durante as rotas de inspeção.
Embora seja uma ferramenta eficaz para identificar pontos de aquecimento e complementar análises de manutenção preditiva, ela fornece informações apenas nos momentos em que as inspeções são realizadas.
Já a termografia online permite o monitoramento contínuo da temperatura e do perfil térmico dos componentes do conjunto motobomba.
Com sensores termográficos instalados de 30 cm até 3,5 m de distância, é possível acompanhar a evolução térmica do equipamento ao longo do tempo.

Gráficos de evolução da temperatura e termogramas contínuos ajudam a identificar tendências de aquecimento e desvios de comportamento assim que surgem.

Essa diferença importa em aplicações nas quais a carga de operação varia ao longo do dia ou em que o equipamento opera continuamente.
A termografia manual mostra a condição do conjunto motobomba no instante da inspeção. Já a termografia online revela como a temperatura se comporta durante toda a operação, inclusive em situações que poderiam passar despercebidas entre uma rota e outra.
Nesse contexto, o Dynamox Lens adiciona uma nova camada de visibilidade ao monitoramento de ativos rotativos.

O sensor termográfico IoT realiza medições contínuas e disponibiliza os dados na Dynamox Platform, permitindo que analistas acompanhem remotamente a condição térmica do equipamento quando for mais conveniente, sem depender exclusivamente de inspeções presenciais manuais.
A termografia online complementa a estratégia de manutenção ao fornecer dados contínuos sobre a saúde do conjunto motobomba. O resultado é maior capacidade de detecção precoce de anomalias, suporte à tomada de decisão e redução do risco de falhas inesperadas.

A inspeção termográfica manual ou online permite avaliar diferentes regiões da bomba.
Com isso, a equipe consegue identificar quais pontos apresentam comportamento térmico anormal e merecem acompanhamento mais próximo.
Uma forma de facilitar o monitoramento de temperatura é por meio da instalação de sensores IoT online fixos no ativo, que são capazes de detectar a vibração e a temperatura de um ponto específico.
Assim, ao monitorar um ponto crítico, como o motor (rolamento do lado acoplado e do lado oposto), mancais, selos (vedações) e voluta, tem-se a evolução minuto a minuto da temperatura.

Quando se alia esse monitoramento contínuo a um sistema de alarmes automáticos, a manutenção preditiva ganha um papel relevante na segurança operacional.
Ao definir níveis de alerta A1 e A2 dentro da Dynamox Platform, o time de manutenção consegue tomar decisões mais eficazes no momento certo.

O histórico térmico do ponto monitorado fica disponível continuamente, com o uso de sensores de vibração e temperatura (como o DynaLogger HF+) e sensores de termografia (como o Dynamox Lens). Dessa forma, a equipe deixa de depender apenas da próxima rota de inspeção manual com uma câmera offline.
Essa combinação ajuda a:
Assim, as duas técnicas cumprem funções complementares. A termografia oferece uma visão periódica e mais ampla da distribuição de temperatura na bomba, enquanto o monitoramento contínuo acompanha com maior frequência o ponto selecionado como crítico.
➡️ Além disso, para aprofundar essa abordagem, leia também o artigo sobre bombas industriais: solução para o monitoramento destes ativos.
Em bombas submersas, a aplicação de técnicas convencionais de inspeção pode ser um desafio.
A termografia, por exemplo, torna-se inviável devido à instalação do equipamento abaixo da superfície, enquanto a utilização de sensores IoT embarcados nem sempre é recomendada em função das condições de operação e acesso ao ativo.
Nesse cenário, a Análise de Assinatura Elétrica (ESA) é uma alternativa eficaz para o monitoramento preditivo online. A partir da análise dos sinais elétricos do motor, é possível acompanhar continuamente a condição do conjunto sem a necessidade de acesso direto ao equipamento.
A grande vantagem é que os dados de corrente e tensão são captados por sensores que não são instalados no motor em si. Em vez disso, ficam na alimentação do motor, no quadro elétrico, que geralmente está em um local de fácil acesso e seguro.
Com a Dynamox ESA, falhas relacionadas ao motor elétrico, problemas mecânicos refletidos na carga, desequilíbrios elétricos, variações operacionais e outras anomalias podem ser identificadas de forma remota, mesmo quando a bomba está completamente submersa. Isso amplia a visibilidade sobre a saúde do ativo e permite uma atuação mais proativa da manutenção.
➡️ Quer entender melhor como a ESA funciona e quais falhas podem ser detectadas? Confira nosso artigo completo sobre análise de assinatura elétrica.
Na prática, o valor da termografia está em transformar alterações de temperatura em sinais úteis para a manutenção. Em bombas industriais, isso significa identificar regiões que exigem atenção, acompanhar a evolução do aquecimento e direcionar a investigação antes que a condição avance.
Quando esses dados são combinados com vibração e monitoramento contínuo online de temperatura, a equipe ganha mais contexto para priorizar intervenções e acompanhar pontos críticos com maior frequência.
Para estruturar esse acompanhamento de forma contínua, conheça a solução da Dynamox para monitoramento de bombas industriais e veja como integrar diferentes dados de condição em uma única estratégia.
Se quiser avaliar como aplicar esse modelo na sua planta, converse com os especialistas da Dynamox.
Os principais pontos são os mancais da bomba, o motor acoplado, o selo mecânico e a carcaça. Cada região pode apresentar padrões térmicos associados a diferentes condições do conjunto.
Não. O aumento de temperatura no mancal pode estar relacionado ao desgaste do rolamento, mas também a condições de lubrificação inadequada.
A termografia não é a técnica principal para identificar cavitação. Esse fenômeno costuma gerar vibração e um ruído característico, frequentemente comparado ao som de pedras passando pela bomba. Quando houver suspeita de cavitação, a análise de vibração é mais indicada para aprofundar a investigação.
O sensor contínuo pode ser aplicado quando a inspeção identifica um ponto que merece acompanhamento mais próximo, como um mancal ou a região do selo.
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