
Sensores Ex certificados aumentam o MTBF, reduzem o MTTR e elevam o OEE em áreas classificadas. Veja critérios para escolher o sensor certo.
Falhas em ativos industriais, localizados em áreas classificadas Ex (atmosfera explosiva), raramente aparecem de repente. Elas se desenvolvem ao longo de semanas ou meses, com sinais que o monitoramento de vibração e temperatura consegue captar antes que virem parada não planejada.
O desafio é que, nessas áreas, a coleta de dados exige equipamentos certificados (AEx, IECEx) que garantam operação segura em atmosferas explosivas.
Quando sensores Ex — equipamentos certificados para operar em atmosferas explosivas — monitoram ativos críticos de forma remota, três indicadores respondem diretamente: MTBF (Mean Time Between Failures), MTTR (Mean Time to Repair) e OEE (Overall Equipment Effectiveness).
A Dynamox oferece sensores triaxiais de vibração e temperatura e, para diagnóstico elétrico de motores, sensores de assinatura elétrica (Dynamox ESA) para corrente e tensão.
Todos com certificação Ex e proteção IP66/IP68, o que torna esse monitoramento viável em setores como mineração, óleo, gás, petroquímica, papel e celulose.
A seguir, entenda como cada indicador se comporta quando o monitoramento preditivo entra na operação de áreas classificadas e quais critérios técnicos devem guiar essa decisão.
Áreas classificadas Ex são ambientes onde a presença de gases, vapores ou poeiras combustíveis cria risco de explosão.
A norma ABNT NBR IEC 60079 define os critérios de classificação por zonas: 0, 1 e 2 para gases, e 20, 21 e 22 para poeiras. Cada zona exige níveis distintos de proteção nos equipamentos elétricos instalados.
Além das zonas, a ABNT NBR IEC 60079-0 também classifica os equipamentos elétricos por grupo, de acordo com o tipo de atmosfera explosiva a que se destinam.
Um equipamento certificado para o Grupo IIC atende automaticamente às aplicações de IIB e IIA. A mesma lógica vale para o Grupo III, em que a certificação IIIC cobre IIIA e IIIB.
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A norma também limita até onde a superfície de um equipamento pode esquentar sem se tornar fonte de ignição.
Para o Grupo II, essa temperatura máxima é definida pela classe de temperatura, que varia de T1 (450 °C) a T6 (85 °C): quanto maior o número, menor a temperatura de superfície permitida.
Já o Nível de Proteção do Equipamento (EPL) indica a probabilidade de o equipamento se tornar uma fonte de ignição.
Em atmosferas de gás, os níveis vão de Ga (muito alto) a Gc (elevado); em atmosferas de poeira, de Da a Dc. O EPL se relaciona diretamente com a zona de instalação, conforme a tabela a seguir.
| Nível de proteção (EPL) | Zona |
| Ga | 0 |
| Gb | 1 |
| Gc | 2 |
| Da | 20 |
| Db | 21 |
| Dc | 22 |
Fonte: ABNT NBR IEC 60079-0
Toda essa classificação aparece resumida na marcação Ex do equipamento. Um sensor com a marcação Ex ia IIC T4 Ga, por exemplo, indica:
Conferir essa marcação no datasheet do sensor antes da instalação evita erros de especificação que colocam a operação em risco normativo.
Sensores de vibração e temperatura usados nessas áreas precisam atender a requisitos de proteção contra ignição, incluindo limitação de energia e temperatura de superfície para que o dispositivo não se torne fonte de ignição.
Usar um sensor não certificado em área Ex é uma violação normativa que coloca toda a operação em risco.
A certificação AEx/IECEx é obrigatória por norma para operar nessas áreas, sem exceção para ativos críticos ou operações emergenciais.
O MTBF (Mean Time Between Failures) mede o tempo médio entre falhas de um item (ativo, máquina, componente).

Quanto maior o MTBF, mais confiável é o equipamento na operação. Para aumentar esse indicador, é preciso detectar anomalias antes que se tornem falhas funcionais.
Sensores Ex instalados em mancais, bombas e motores coletam dados de vibração triaxial e temperatura de forma contínua.
Esses dados alimentam a Dynamox Platform, onde algoritmos identificam padrões, por exemplo: frequência de defeito de rolamento (BSF), desbalanceamento, desalinhamento de eixos, e mais de 25 modos de falhas diferentes.
Para reconhecer esses padrões com mais precisão no dia a dia, a Dynamox disponibiliza o Guia Ilustrado de Falhas, com exemplos visuais e espectros reais de cada modo de falha. Baixe gratuitamente:

Nesse cenário, a intervenção ocorre em estágio inicial da falha, o que preserva componentes adjacentes e estende o ciclo de vida do ativo. Como resultado, o intervalo entre falhas aumenta de forma consistente.
O MTTR (Mean Time to Repair) indica o tempo médio necessário para restaurar um ativo à operação. Valores altos de MTTR apontam para diagnósticos demorados, falta de peças ou falhas descobertas tarde demais.

Com dados de vibração e temperatura coletados automaticamente por sensores certificados, o diagnóstico chega antes da parada.
A equipe sabe qual componente está em falha, qual a severidade e qual a urgência da ação.
A análise espectral identifica, por exemplo, defeitos em rolamentos com antecedência suficiente para o time agir de forma planejada.
Assim, a manutenção deixa de ser reativa, e o MTTR cai porque a intervenção é executada com informação técnica precisa, peça reserva já disponível e tempo alocado no planejamento.
O OEE (Overall Equipment Effectiveness) é calculado pela multiplicação de três fatores: disponibilidade, performance e qualidade.
Quando um ativo crítico para sem aviso prévio, a disponibilidade cai e o OEE é impactado de forma imediata.

O monitoramento preditivo com sensores Ex age diretamente sobre o fator disponibilidade. Com detecção antecipada de falhas, as paradas são planejadas e concentradas em janelas de manutenção programada, sem interromper a produção de forma inesperada.
Além disso, a performance do ativo também melhora quando a condição real do componente é acompanhada.
Um rolamento com desgaste progressivo opera com mais vibração e consome mais energia, o que reduz a eficiência do ativo mesmo antes da falha total.
A escolha do sensor para áreas classificadas deve considerar critérios que vão além da certificação. Confira os fatores determinantes:
Os indicadores de manutenção não operam de forma isolada. Quando MTBF sobe e MTTR desce, a disponibilidade do ativo aumenta e o OEE reflete essa melhoria.
A chave para isso é a centralização dos dados em uma plataforma que conecte monitoramento, KPIs de manutenção e histórico do ativo.
A Dynamox Platform integra dados de sensores com ferramentas de análise por IA como o DynaDetect e o Cowork, e gestão visual por meio do DynaNeo.
Dessa forma, o gestor de manutenção visualiza a condição real de cada ativo, prioriza intervenções e documenta as decisões tomadas.
Além disso, dentro da Dynamox Platform é possível determinar se esses ativos são críticos para o negócio, por meio de uma Classificação ABC.
Isso define quais ativos representam maior Risco para o Negócio, como é o caso de áreas Ex. Isso ajuda o DMA (Assistente de Tomada de Decisão) a priorizar os pontos mais importantes com base na Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência), garantindo que o usuário da plataforma sempre saiba onde agir primeiro.

Sensores Ex integram uma estratégia de confiabilidade mais ampla, que conecta dado de campo à decisão de manutenção, além do cumprimento de requisitos de segurança.
Monitorar ativos em áreas classificadas com sensores certificados Ex impacta diretamente MTBF, MTTR e OEE.
O MTBF cresce com a detecção precoce de anomalias; o MTTR cai quando a equipe tem diagnóstico preciso antes da parada; e o OEE reflete a soma de disponibilidade e performance conquistadas.
A maioria das empresas tem alguma zona de atmosfera explosiva Ex e, pelo risco envolvido, esses ativos devem ser monitorados de forma preditiva.
Normas como a NR-10 e a ABNT NBR IEC 60079 exigem que esses espaços sejam monitorados e tenham o risco controlado, além de exigir sensores com classificação Ex e grau de proteção IP adequados.
Nesse cenário, a Dynamox foi pioneira no desenvolvimento de sensores sem fio IoT com certificação Ex e proteção IP69K para monitoramento online, o que a tornou referência em mineradoras, siderúrgicas, óleo e gás e plantas químicas ao redor do mundo.
Para tirar dúvidas sobre monitoramento preditivo em áreas classificadas Ex, fale hoje mesmo com nossos especialistas da Dynamox.
Um sensor Ex possui certificação para operar em áreas com atmosferas explosivas, atendendo normas como a IEC 60079.
Os dados de vibração e temperatura coletados pelos sensores alimentam a Dynamox Platform de forma periódica. Com base nesses dados e nos diagnósticos automatizados da IA, é possível acompanhar tendências que influenciam diretamente os valores de MTBF e MTTR ao longo do tempo.
Sim. Sensores certificados para áreas classificadas podem ser aplicados em ambientes com gases, vapores e poeiras combustíveis.
Sensores Ex melhoram o OEE ao elevar a disponibilidade do ativo. A Dynamox detecta falhas em estágio inicial, o que favorece manutenção planejada e redução de paradas não programadas.
Gateways automatizam a coleta de dados sem necessidade de inspeção presencial em áreas de risco.
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