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ISO 27001: como garantir segurança da informação e confiabilidade na indústria
A ISO 27001 é a principal norma internacional voltada para a gestão da segurança da informação. Em um cenário industrial cada vez mais conectado, onde sistemas de TI e TO se integram por meio do IoT, proteger dados e garantir a continuidade operacional tornou-se essencial. Dessa forma, a certificação ISO 27001 fornece uma estrutura sólida para controlar riscos, proteger ativos críticos e reforçar a confiabilidade das operações.
Mais do que um requisito de compliance, a ISO 27001 é um diferencial competitivo. Ela permite às empresas prevenir incidentes de segurança, reduzir vulnerabilidades cibernéticas e demonstrar para clientes, parceiros e órgãos reguladores que sua operação segue padrões internacionais reconhecidos. Isso é especialmente relevante em setores que lidam com ativos críticos e grandes volumes de dados sensíveis.
Neste artigo, vamos detalhar os requisitos e controles da ISO 27001, as mudanças introduzidas na versão 2022 e na Emenda 1:2024, o processo de certificação e os benefícios práticos para a indústria. Além disso, mostraremos como as soluções da Dynamox apoiam a conformidade, garantindo rastreabilidade, confiabilidade e segurança de dados em ambientes industriais cada vez mais digitais.
O que é a ISO 27001 e por que ela é importante para a indústria?
A ISO 27001 é a norma internacional que define os requisitos para estabelecer, implementar e melhorar continuamente um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (ISMS – Information Security Management System). Assim, seu escopo abrange políticas, processos, controles técnicos e medidas organizacionais que garantem a proteção de dados contra ameaças. Por exemplo, acessos não autorizados, vazamentos, ciberataques e indisponibilidade de sistemas.
Na indústria, a aplicação da ISO 27001 vai além da área de TI. Com a transformação digital e a integração entre TI e TO, os dados coletados por sensores IoT, sistemas de automação e plataformas de manutenção tornam-se ativos estratégicos. Dessa maneira, a norma assegura que essas informações sejam confiáveis, íntegras e disponíveis sempre que necessárias para tomada de decisão.
Além disso, a relação direta entre segurança da informação e confiabilidade operacional é fundamental em setores que dependem de ativos críticos. Uma falha de segurança em um sistema de monitoramento, por exemplo, pode comprometer diagnósticos de manutenção, gerar paradas não programadas e até colocar em risco a segurança de pessoas. Assim, a adoção da ISO 27001 fortalece não apenas a proteção de dados, mas também a continuidade das operações industriais.
O que mudou na versão ISO/IEC 27001:2022 e na Emenda 1:2024?
A ISO/IEC 27001:2022 trouxe mudanças significativas para modernizar o Sistema de Gestão de Segurança da Informação (ISMS), refletindo as novas demandas de cibersegurança e integração digital. Mais recentemente, a Emenda 1:2024 reforçou a necessidade de considerar os impactos climáticos na análise de riscos. A seguir, veja em detalhes:
Novos controles do Anexo A
A atualização de 2022 reduziu os controles de 114 (versão 2013) para 93, reorganizando-os de forma mais enxuta e incluindo 11 novos controles voltados a ameaças emergentes. Entre eles estão:
- Inteligência de ameaças;
- Monitoramento de atividades;
- Configuração de segurança em serviços de nuvem;
- Uso seguro de ambientes remotos e filtragem de conteúdo na internet.
Assim, os controles reforçam a proteção em um cenário marcado por digitalização acelerada e pela adoção de IoT em plantas industriais.
Estrutura reorganizada em 4 grupos
Enquanto a versão 2013 estruturava os controles em 14 domínios, a versão 2022 simplificou a organização em 4 grandes categorias:
- Organizacional: políticas, governança e gestão de riscos.
- Pessoas: competências, responsabilidades e conscientização.
- Físico: segurança de ambientes e infraestrutura.
- Tecnológico: controles técnicos aplicados a sistemas, redes e aplicações.
Dessa forma, a mudança facilita a integração dos requisitos entre TI e TO, ajudando indústrias a aplicar a norma em ambientes híbridos de operação.
Alterações relacionadas ao clima na Emenda 1:2024
Em fevereiro de 2024, a ISO publicou a Emenda 1:2024, que exige que as organizações considerem as mudanças climáticas como um fator no contexto do ISMS. Assim, a atualização modifica as cláusulas 4.1 e 4.2, ampliando a análise para incluir riscos ambientais que possam afetar a segurança da informação e a continuidade operacional.
Isso é especialmente relevante para indústrias expostas a riscos físicos — como enchentes, incêndios ou calor extremo — que podem comprometer data centers, infraestrutura de rede e dispositivos de monitoramento.
Prazos de transição até 2025
As empresas certificadas na versão 2013 tinham até 31 de outubro de 2025 para realizar a transição para a versão 2022. Ademais, o prazo é estabelecido por organismos de acreditação e certificação em todo o mundo e exige:
- Revisão do escopo do ISMS;
- Atualização do Statement of Applicability (SoA);
- Adoção dos novos controles do Anexo A;
- Adequação das políticas às exigências de 2022.
A seguir, confira a tabela com as principais mudanças:

Quais são os requisitos principais da ISO 27001?
A ISO 27001 define os requisitos para implantar um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (ISMS) eficaz, capaz de proteger dados críticos, reduzir riscos cibernéticos e garantir continuidade operacional. Dessa forma, os requisitos estão estruturados nas cláusulas 4 a 10 da norma, que orientam desde a definição do escopo até a melhoria contínua:

Assim, as cláusulas 4 a 10 da ISO 27001 estruturam a base de um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (ISMS) robusto, cobrindo desde a definição do escopo até a melhoria contínua. Na prática, elas funcionam como um ciclo de governança, em que o contexto e os riscos são compreendidos (Cláusula 4 e 6), a liderança estabelece direcionamento (Cláusula 5), os recursos e processos dão suporte (Cláusula 7 e 8), os resultados são avaliados (Cláusula 9) e as falhas são tratadas para gerar evolução constante (Cláusula 10).
Dessa forma, a norma garante não apenas conformidade documental, mas também um modelo de gestão dinâmica, capaz de responder a novas ameaças, mudanças tecnológicas e exigências regulatórias, assegurando segurança da informação, continuidade operacional e confiabilidade industrial.
O que é o Anexo A e como aplicar os controles de segurança?
O Anexo A da ISO 27001 apresenta um catálogo de 93 controles de segurança da informação, que apoiam a proteção contra ameaças internas e externas. Ele serve como referência prática para a implementação do ISMS, permitindo que as organizações adotem controles alinhados ao seu nível de risco e às suas necessidades operacionais.
Desse modo, o Anexo A garante consistência na aplicação da segurança da informação e ajuda empresas a endereçar riscos relacionados à confidencialidade, integridade e disponibilidade de dados, fortalecendo a continuidade dos processos críticos.
Exemplos de aplicação em ambientes industriais
No contexto de indústrias conectadas por IoT, alguns controles do Anexo A se tornam especialmente relevantes:
- Gestão de ativos: criação de inventários de sensores, gateways e sistemas de monitoramento.
- Segurança em redes: segmentação entre rede de produção e rede corporativa para evitar ataques cruzados.
- Controle de acesso: autenticação multifator para técnicos que acessam dados de ativos críticos.
- Monitoramento de atividades: análise de logs e alertas em tempo real para identificar anomalias.
- Continuidade de negócios: definição de planos de contingência em caso de falha de sistemas ou ataques cibernéticos.
Portanto, os exemplos acima mostram que o Anexo A deve ser adaptado à realidade de cada operação, garantindo segurança de dados industriais e maior confiabilidade dos ativos.
Como funciona o SoA (Statement of Applicability) e por que ele é fundamental?
O Statement of Applicability (SoA) é um documento obrigatório na ISO 27001 e desempenha papel essencial na gestão da segurança da informação. Ele conecta diretamente a avaliação de riscos aos controles selecionados do Anexo A, garantindo transparência sobre as decisões tomadas pela organização.
Dessa forma, no SoA, devem constar todos os 93 controles da norma, com indicação clara de quais foram aplicados e quais foram excluídos. Nos casos de exclusão, a empresa deve apresentar uma justificativa técnica, normalmente baseada em análise de riscos, requisitos legais ou contexto organizacional.
Por exemplo, se a empresa não possui data centers próprios, pode justificar a exclusão de controles de segurança física para esse tipo de instalação, desde que a responsabilidade seja transferida para um provedor em nuvem.
Assim, a importância do SoA vai além da certificação. Em auditorias, ele é utilizado como documento de referência para verificar se os controles declarados foram realmente implementados e monitorados. Além disso, cumpre um papel estratégico de governança corporativa, permitindo que a alta direção acompanhe como os riscos foram tratados, apoiando a integração entre TI e TO e demonstrando conformidade com legislações como a LGPD.
Em síntese, o SoA é mais do que uma exigência burocrática. Ele garante que a aplicação dos controles seja consistente, justificada e auditável, transformando a ISO 27001 em uma prática de gestão alinhada às necessidades reais do negócio.
Como realizar a avaliação de riscos conforme a ISO 27001?
A avaliação de riscos é o coração da ISO 27001, pois define quais controles de segurança realmente precisam ser aplicados. Logo, diferente de um checklist genérico, ela exige que a organização entenda seus ativos, ameaças e vulnerabilidades, atribua níveis de risco e decida sobre o tratamento adequado. Assim, garante eficiência na alocação de recursos e maior resiliência frente a incidentes.
Identificação e classificação de ativos de informação
Em primeiro lugar, o processo começa com a criação de um inventário de ativos de informação. No contexto industrial, isso vai muito além de servidores e bancos de dados, incluindo também:

Dessa forma, cada ativo deve ser classificado segundo os critérios de confidencialidade, integridade e disponibilidade. Um sensor IoT, por exemplo, pode não conter dados confidenciais, mas sua indisponibilidade pode paralisar um processo crítico. Já um banco de dados de inspeções pode ser altamente sensível em termos de integridade, pois uma alteração incorreta compromete toda a análise de confiabilidade.
Critérios de análise de risco
Após identificar os ativos, o próximo passo é avaliar riscos com base em três elementos:

Assim, a fórmula clássica aplicada nesse processo é a do risco, descrita acima.
Esse modelo é amplamente aceito em práticas de gestão de risco, incluindo a ISO 27001 e a ISO 31000. Entretanto, os métodos de avaliação podem variar:
- Qualitativos: uso de escalas (baixo, médio, alto) para facilitar a comunicação com gestores.
- Quantitativos: uso de métricas financeiras (ex.: perdas potenciais em reais/dólares).
- Híbridos: combinação das duas abordagens para maior equilíbrio entre rigor técnico e clareza.
Por exemplo, se a probabilidade de ataque via ransomware em um servidor SCADA é média, mas o impacto na produção é alto, o risco resultante deve ser tratado como prioritário.
Relação entre avaliação de riscos, confiabilidade de ativos e continuidade operacional
Nas indústrias, a avaliação de riscos deve incluir a camada de IoT e considerar o impacto direto sobre os indicadores de confiabilidade. Exemplos:
- Uma vulnerabilidade em um gateway IoT pode levar à perda de dados de vibração e comprometer o cálculo de MTBF (Mean Time Between Failures).
- Um ataque de negação de serviço em um sistema de manutenção preditiva pode atrasar diagnósticos, aumentando o MTTR (Mean Time to Repair).
Desse modo, a falta de segmentação entre rede corporativa e rede de produção, por exemplo, pode permitir que um phishing simples resulte na parada de uma linha inteira, afetando a continuidade operacional.
Por isso, a avaliação de riscos na ISO 27001 deve ser multicamadas: TI, TO e ativos físicos interdependentes. Além disso, quando bem executada, ela garante que os controles do Anexo A não apenas protejam dados, mas também sustentem a confiabilidade dos ativos e a resiliência industrial.
Como funciona o processo de certificação ISO 27001?
A certificação ISO 27001 é concedida por organismos independentes e comprova que a empresa implementou um Sistema de Gestão de Segurança da Informação (ISMS) conforme os requisitos da norma. Assim, o processo segue um ciclo de auditorias estruturado, que garante a conquista e a manutenção da conformidade ao longo do tempo.
Etapas da auditoria de certificação (Stage 1 e Stage 2)
O processo é dividido em duas fases:
Stage 1 (Análise documental): o auditor verifica se a empresa possui um ISMS formalmente estabelecido, avaliando documentos como por exemplo, políticas de segurança, inventário de ativos de informação, análise de riscos e o Statement of Applicability (SoA). Logo, essa etapa confirma se a organização está pronta para a auditoria completa.
Stage 2 (Auditoria de conformidade): realizada no ambiente de trabalho, essa auditoria avalia a implementação prática dos controles selecionados. Inclui entrevistas, verificação de registros, monitoramento de incidentes e análise de evidências para confirmar que o ISMS funciona na prática, e não apenas no papel.
Auditorias de vigilância anuais e recertificação a cada 3 anos
Uma vez certificada, a empresa passa por auditorias de vigilância anuais, que servem para verificar se os controles permanecem operando e se há melhoria contínua. Além disso, após três anos, é necessário realizar a recertificação, uma auditoria completa para renovar o certificado e garantir conformidade diante de novos riscos e mudanças no contexto organizacional.

Tratamento de não conformidades e evidências
Durante as auditorias, o organismo de certificação pode identificar não conformidades
- Menores: falhas pontuais, sem impacto crítico no ISMS.
- Maiores: lacunas que comprometem significativamente a segurança da informação.
Para cada caso, a organização deve apresentar um plano de ação corretiva, documentando prazos e medidas adotadas. Ademais, as ações precisam ser comprovadas com evidências objetivas, como registros de incidentes corrigidos, logs de sistema ou novos procedimentos implementados.
Portanto, esse processo garante que a certificação ISO 27001 vá além de um selo formal, funcionando como um mecanismo contínuo de auditoria e melhoria. Ou seja, é essencial para indústrias que dependem da confiabilidade operacional e da segurança de dados críticos em ambientes integrados de TI e TO.
Como a ISO 27001 se relaciona com outras normas?
A ISO 27001 não atua isoladamente. Ela faz parte de um ecossistema mais amplo de normas e frameworks de segurança da informação, compliance e cibersegurança. Por isso, conhecer essas conexões é fundamental para que as indústrias integrem requisitos regulatórios, boas práticas internacionais e ferramentas de gestão em um sistema único e coerente. Veja a seguir:
Diferenças entre ISO 27001 e ISO 27002
Apesar de frequentemente mencionadas juntas, as duas normas têm papéis distintos:
- ISO 27001: define os requisitos obrigatórios para estabelecer, implementar e manter um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (ISMS). É a norma certificável.
- ISO 27002: atua como um guia de boas práticas, descrevendo em detalhes como implementar os controles listados no Anexo A da ISO 27001. Ela não é certificável, mas serve de apoio técnico para a aplicação prática dos controles.
Na prática, a ISO 27001 responde ao “o que precisa ser feito”, enquanto a ISO 27002 responde ao “como fazer”.
Relação com NIST CSF e outros padrões de cibersegurança
Outro framework amplamente adotado é o NIST Cybersecurity Framework (NIST CSF), que organiza a cibersegurança em cinco funções:
- Identificar
- Proteger
- Detectar
- Responder
- Recuperar
Enquanto a ISO 27001 possui uma abordagem de gestão de riscos e conformidade, o NIST CSF é mais voltado para a resposta a incidentes e resiliência cibernética. Dessa forma, muitas empresas utilizam ambos de forma complementar, aplicando a ISO 27001 como base de governança e o NIST CSF como guia prático para operações de cibersegurança.
Além do NIST, outros frameworks e normas frequentemente alinhados à ISO 27001 incluem:
- COBIT: governança de TI e alinhamento estratégico com o negócio.
- IEC 62443: focado em segurança de sistemas de automação industrial (TO), especialmente relevante para ambientes de IIoT (IoT Industrial).
ISO 27017, ISO 27018 e ISO 27701
Para setores com necessidades específicas, a ISO 27001 pode ser estendida por normas complementares, como por exemplo:
- ISO 27017: boas práticas de segurança da informação em ambientes de computação em nuvem.
- ISO 27018: foco na proteção de dados pessoais em nuvem, alinhado a legislações como a LGPD e o GDPR.
- ISO 27701: expande a ISO 27001 para incluir gestão de privacidade de dados, ajudando organizações a demonstrar conformidade com leis de proteção de dados.
Portanto, esses complementos são especialmente importantes para indústrias que dependem de ambientes híbridos de TI e TO, onde dados sensíveis de operação, manutenção e confiabilidade precisam ser protegidos em todo o ciclo de vida.
Quais são os benefícios práticos da ISO 27001 para a manutenção e confiabilidade?
A adoção da ISO 27001 vai além da segurança da informação em nível corporativo. Em ambientes industriais, onde TI e TO estão cada vez mais integradas, a certificação tem impacto direto na confiabilidade dos ativos, na continuidade operacional e na eficiência da manutenção.
Redução de riscos cibernéticos em ambientes industriais
Sistemas industriais conectados por meio de IoT são alvos potenciais de ataques cibernéticos. Dessa maneira, a ISO 27001 estabelece práticas de gestão de riscos, controle de acessos e monitoramento contínuo, reduzindo a exposição a ameaças que poderiam causar paradas não programadas, perda de dados de monitoramento ou até danos físicos a equipamentos críticos.
Maior rastreabilidade e governança de dados
A norma exige que todas as informações críticas sejam classificadas, monitoradas e rastreadas, desde dados de sensores até relatórios de manutenção. Isso garante integridade e confiabilidade das informações, fundamentais para análises de condição, diagnósticos preditivos e auditorias de conformidade. Além disso, a rastreabilidade apoia a investigação de falhas, permitindo identificar causas de incidentes de forma rápida e precisa.
Apoio à continuidade e resiliência operacional
A ISO 27001 conecta segurança da informação à gestão da continuidade de negócios. Para a indústria, isso significa que planos de contingência, redundância de dados e recuperação de incidentes passam a fazer parte da rotina. Com isso, falhas tecnológicas ou ataques cibernéticos não comprometem a disponibilidade dos ativos, preservando indicadores críticos como MTBF e OEE.
Conformidade com legislações como LGPD
A proteção de dados pessoais também é uma preocupação crescente em ambientes industriais, especialmente em setores que envolvem fornecedores, clientes e colaboradores. Assim, a ISO 27001 auxilia na adequação à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), pois incorpora controles de confidencialidade, integridade e disponibilidade, além de fornecer evidências de conformidade em auditorias internas e externas.
Quais desafios as indústrias enfrentam na implementação da ISO 27001?
A implementação da ISO 27001 em ambientes industriais exige mais do que conformidade documental. O processo envolve integração entre áreas distintas, mudanças culturais e investimentos em tecnologia e pessoas. Entre os principais desafios estão:
Definição do escopo e integração TI–TO
Um dos maiores obstáculos está em definir com clareza quais processos, sistemas e ativos farão parte do ISMS (Sistema de Gestão de Segurança da Informação). Em plantas industriais, a integração entre TI e TO amplia a complexidade, pois envolve desde servidores corporativos até sensores de IoT, SCADAs e PLCs. Portanto, o desafio é garantir que todos os pontos de interface entre TI e TO sejam protegidos sem comprometer a continuidade da produção.
Inventário de ativos de informação em plantas complexas
A norma exige que a organização tenha um inventário atualizado de ativos de informação. Em ambientes industriais, isso inclui não apenas equipamentos de TI, mas também sensores, gateways, sistemas de automação e até registros de manutenção. Por isso, mapear e classificar corretamente esses ativos é essencial para aplicar controles eficazes, mas pode ser um processo demorado e exigir integração de diferentes sistemas.
Cultura organizacional e capacitação de equipes
Outro desafio está relacionado às pessoas. A ISO 27001 demanda conscientização e mudança de comportamento em todos os níveis da organização. Dessa forma, operadores, técnicos de manutenção e gestores precisam compreender a importância da segurança da informação e aplicá-la no dia a dia. Isso exige programas de capacitação contínua e alinhamento da cultura organizacional, de modo que a segurança não seja vista apenas como responsabilidade do setor de TI.
Custo inicial e gestão de mudanças
A implementação da norma pode envolver investimentos significativos em ferramentas de monitoramento, controles de acesso, sistemas de backup e redundância. Além disso, o processo de gestão da mudança deve ser cuidadosamente conduzido para evitar resistências internas. Entretanto, o custo não deve ser visto apenas como despesa, mas como investimento em confiabilidade, continuidade operacional e redução de riscos cibernéticos, que podem gerar prejuízos muito maiores em caso de incidente.
Como a Dynamox apoia a conformidade com a ISO 27001?
A conformidade com a ISO 27001 exige que dados críticos sejam tratados de forma segura, rastreável e confiável, desde a coleta até a análise e o armazenamento. Nesse cenário, o ecossistema Dynamox atua como aliado estratégico para indústrias que buscam fortalecer a segurança da informação sem perder eficiência operacional.
- Sensores IoT e DynaGateway: os DynaLoggers monitoram variáveis de condição de forma contínua. Esses dados são transmitidos via DynaGateway, que garante comunicação segura e criptografada, alinhada às boas práticas de proteção de dados.
- Dynamox Platform: a plataforma centraliza e organiza as informações coletadas em dashboards, relatórios e alertas configuráveis, oferecendo rastreabilidade completa. Isso apoia auditorias e processos de governança, já que cada evento registrado pode ser associado a indicadores de confiabilidade, como MTBF e MTTR.
- Integração via API: através de APIs seguras, a Dynamox Platform se conecta a outros sistemas corporativos, garantindo interoperabilidade sem comprometer a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações.
- Certificações Dynamox: para reforçar a confiabilidade de sua tecnologia, a Dynamox possui certificações relevantes no mercado, como ISO 27001, ISO 27701, ISO 27018 e ISO 27017.
Essas conquistas atestam que seus processos, produtos e serviços seguem padrões internacionais de qualidade e segurança, fortalecendo a confiança de clientes em setores estratégicos.
Conheça as soluções Dynamox e veja como transformar a segurança da informação em diferencial competitivo para a manutenção e confiabilidade da sua planta industrial.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a ISO 27001
ISO 27001 e ISO 27002 são a mesma coisa?
Não. A ISO 27001 define os requisitos obrigatórios para implementar um Sistema de Gestão da Segurança da Informação (ISMS) e é a norma certificável. Já a ISO 27002 funciona como guia de boas práticas, explicando como aplicar na prática os controles listados no Anexo A da ISO 27001.
O que é o SoA e qual sua função na auditoria?
O Statement of Applicability (SoA) é um documento obrigatório que lista todos os controles do Anexo A, indica quais foram adotados ou excluídos e apresenta a justificativa de cada decisão. Assim, ele é uma das primeiras evidências verificadas em auditorias, pois demonstra a coerência entre os riscos identificados e os controles implementados.
Quais são os novos controles da versão 2022?
A ISO/IEC 27001:2022 incluiu 11 novos controles no Anexo A, distribuídos entre os quatro domínios: organizacional, pessoas, físico e tecnológico. Alguns exemplos são: segurança da informação para uso de cloud, prevenção contra vazamento de dados e monitoramento de atividades. Dessa forma, os controles refletem novas demandas como computação em nuvem, trabalho remoto e proteção contra ataques modernos.
Qual o prazo para a transição da versão 2013 para 2022?
As organizações certificadas pela versão ISO 27001:2013 tinham até outubro de 2025 para realizar a transição para a ISO 27001:2022. Até esse prazo, coexistiam auditorias nas duas versões, mas a partir da data limite apenas a versão 2022 é válida.
Como funciona o ciclo de auditorias da ISO 27001?
O processo inicia com a auditoria de certificação em duas fases (Stage 1 e Stage 2). Após a certificação, a empresa passa por auditorias de vigilância anuais para verificar se o ISMS continua eficaz. Além disso, a cada três anos, ocorre a recertificação, que é uma auditoria completa.
Cases de sucesso
Casos reais de parceiros usando a Solução Dynamox

