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Manutenção preditiva para universalização do saneamento básico

21 de setembro de 2021
Manutenção preditiva  para universalização do saneamento básico

Historicamente, o Brasil é um país com rede de saneamento básico, tanto de distribuição de água quanto coleta e tratamento de esgoto, insuficiente para o tamanho do seu território e população.

Em valores aproximados, pouco mais da metade dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto em suas casas.

No sentido de ampliar a rede de distribuição, elevar a qualidade de vida da população e proteger o meio ambiente, o governo federal aprovou o novo Marco Legal do Saneamento Básico como forma de incentivar a entrada de novos agentes no setor, a iniciativa privada.

Com isso, a tendência é de que a concessão de contratos se torne altamente competitiva, e dessa forma, irão se destacar aquelas com maior confiabilidade e qualidade do produto final.

É nesse momento que a tecnologia aparece como um importante aliado.

Nesse texto, mostraremos os principais aspectos do novo marco regulatório e como tecnologias como a da Dynamox para a manutenção preditiva podem trazer diversos benefícios para as empresas que já atuam ou pretendem atuar no setor. Acompanhe!

Rede de saneamento atual do Brasil

Apesar de ser um dos países com maior abundância de água no mundo, ainda há quase 35 milhões de pessoas que não têm acesso à água tratada no Brasil.

Segundo o Instituto Trata Brasil, 100 milhões de brasileiros não possuem coleta de esgoto em suas residências.

Além do impacto social e sanitário da rede insuficiente de saneamento, há um claro e considerável impacto para o meio ambiente. Ao todo, 49% do esgoto brasileiro não é tratado.

Isso representa um volume de 5,3 mil piscinas olímpicas de dejetos jogados todos os dias na natureza.

Sob a perspectiva de um histórico recente, o cenário é ainda mais preocupante.

Conforme dados publicados pela Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviço Públicos de Água e Esgoto (Abcon) e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Sindicom), houve uma regressão no índice atendimento de água tratada em áreas urbanas, enquanto a coleta de esgoto em relação à água consumida teve um ligeiro crescimento.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o Brasil enfrenta “a pior crise hídrica de sua história”.

Em 91 anos de monitoramento das bacias hidrográficas, o nível de chuva está bastante abaixo da média histórica, e os reservatórios que abastecem com água e energia as regiões mais populosas do país operam com 20% de sua capacidade.

Com a perspectiva de incertezas, aumento de bandeiras tarifárias e possíveis racionamentos de energia elétrica, a confiabilidade de sistemas tão essenciais como esses é ainda mais importante.

Planejamento para o futuro

Com a finalidade de melhorar o preocupante cenário, o governo federal lançou em 2013 o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB).

O objetivo principal da medida é alcançar, até 2033, a universalização dos serviços de saneamento, isto é, 99% da população com abastecimento de água e 90% de esgoto coletado e tratado.

Para atingir a universalização, faz-se necessário um alto investimento na construção de infraestrutura, ampliação da rede atual de coleta, distribuição e manutenção dos ativos já instalados.

A estimativa é de que R$ 753 bilhões em investimentos sejam mandatórios para que o país atinja a universalização do acesso a saneamento, sendo que R$ 255 bilhões serão para recuperação da depreciação das redes e ativos existentes.

Estímulo à iniciativa privada

Para auxiliar o caminho até o objetivo da universalização do saneamento, foi sancionado no dia 15 de julho de 2020 o novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026).

A finalidade do novo marco é atualizar a legislação para incentivar a entrada de novos agentes no setor, elevar a competição e estimular ganhos de escala.

A principal regra é a obrigatoriedade da abertura de licitação para a concessão de estatais para o setor privado.

Além disso, há outras regras novas importantes:

  • não interrupção do serviço;
  • média de 30 anos de contrato;
  • empresas serão reguladas pela Agência Nacional de Águas (ANA)

A aprovação dessas duas novas legislações são um claro indicativo de que o setor ficará “aquecido”, e, naturalmente, o mercado será movimentado.

Com isso, é esperado que a partir do novo marco legal, a iniciativa privada aumente sua participação tanto na coleta de esgoto quanto na distribuição de água tratada dos municípios.

Segundo a pesquisa Panorama 2021, as concessões privadas somam 33% do investido no setor, correspondendo a R$ 4,8 bilhões, de um total de R$ 14,8 bilhões.

Atualmente, há 191 contratos firmados com a iniciativa privada nas modalidades de concessões totais ou parciais, Sociedade de Propósito Específico (SPE), Parcerias Público Privado (PPPs) e subdelegações.

Desses, 42% são em pequenos municípios – até 20 mil habitantes – e 22% de municípios com 20 mil a 50 mil habitantes, totalizando 7% dos municípios brasileiros.

Com a atualização da legislação e incentivo ao modelo de concessão, ainda de acordo com a mesma pesquisa, é estimado que a iniciativa privada atenda a 40% da população até 2030.

Como as manutenções preventiva e preditiva podem auxiliar na universalização?

Com o crescente incentivo para que o setor privado invista no setor, é natural que a concorrência pelos contratos de concessão também se eleve.

Em um cenário de alta competitividade, irão se destacar as empresas que utilizam tecnologia de ponta em sua operação e que são capazes de garantir maior qualidade de serviço, maior confiabilidade e redução de custos.

Em geral, a empresa que assume uma rede pública de saneamento deve apresentar um Plano de Manutenção, que é aprovado pelo órgão público regulador responsável pela região.

A política de manutenção é comumente dividida em três níveis: corretiva, preventiva e preditiva.

Empresas que possuem um plano bem-definido de manutenção e que utilizam serviços de tecnologia da Indústria 4.0, como os sensores sem fio de vibração triaxial e temperatura da Dynamox, para realizá-la, possuem uma vantagem competitiva.

Os sensores podem ser utilizados para monitorar os rolamentos nos diversos tipos de motobombas e em redutores, equipamentos essenciais para o funcionamento de uma rede de saneamento.

Com eles, é possível monitorar e fazer prognósticos das condições do maquinário e intervir com a manutenção antes que ocorra uma quebra ou interrupção do serviço.

Além desta, entre os principais benefícios do uso da tecnologia estão a confiabilidade e disponibilidade dos ativos operacionais, maior qualidade do produto/ serviço final, maximização da vida útil de componentes e capacidade de identificar com antecedência falhas que podem ocasionar desperdício de recursos e acidentes de trabalho. 

A aplicação de uma solução tecnológica para monitoramento de vibração e temperatura, como a da Dynamox, pode ser combinada com a análise remota dos dados monitorados e recomendação de ações de manutenção.

Assim, não se faz necessária a contratação de um profissional especialista na análise de manutenção preditiva, a equipe da Dynamox pode cuidar disso.

A terceirização é uma prática comum para este tipo de serviço, pois não há a necessidade de o analista estar em campo, e a  coleta dos dados se dá de maneira automatizada. 

Se há disponibilidade de uma equipe de campo que possa cuidar da análise dos dados de vibração na concessionária, a Dynamox poderá simplesmente apoiar e capacitar esta equipe para extrair o melhor da tecnologia.

Em um estágio mais avançado de gestão de ativos, há a possibilidade de criação de um Centro de Monitoramento de Ativos, com acesso a Dashboards (painéis de gestão) customizados para  a visibilidade de ativos de diferentes unidades do mesmo contrato de concessão.

Dentre as vantagens desse modelo estão: poder contar com uma equipe de análise de vibração altamente especializada; estruturar as inspeções em campo através de aplicativo específico o que  evita duplicação de tarefas e gera maior controle sobre as rotas de manutenção, além de permitir a divisão dos custos de monitoramento entre todas as unidades participantes.

A tecnologia de monitoramento remoto para manutenção é aplicável em sistemas sanitários e industriais, e pode auxiliar o País no caminho para a universalização do saneamento.

Veja abaixo algumas das aplicações para o setor:

Neste texto, mostramos como a manutenção preditiva de moto bombas pode impactar a área de saneamento básico através do monitoramento

Manutenção preditiva e saneamento básico

O novo Marco Legal do Saneamento Básico surgiu como uma alternativa, com a inclusão do setor privado no fornecimento de saneamento, para que o objetivo do Plano Nacional de Saneamento Básico seja cumprido.

Com isso, a tendência é de alta competitividade por um contrato de concessão entre as empresas que atuam no setor, e para destacar-se das demais, o extensivo uso de tecnologia de ponta se faz necessário.

O monitoramento contínuo e sem fio, para a manutenção preditiva, aparece como uma tecnologia acessível e de repercussões altamente positivas para a concessionária fornecedora do serviço, consumidores e qualidade do serviço final.

Além da melhoria do produto final e aumento da confiabilidade, a aplicação do sensoriamento como estratégia de manutenção preditiva tem potencial para que a coleta e distribuição de saneamento seja melhor monitorada e evite desperdícios, colaborando para o meio ambiente, a sociedade e dignidade das pessoas.

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