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Ciclo de Vida de ativos industriais

12 de janeiro de 2023

Ciclo de Vida de ativos industriais: os ativos são bens materiais que possuem valor por si, ou que produzem valor para uma organização. A definição de ativo, para fins deste artigo, será restrita aos ativos tangíveis, ou seja, bens materiais que compreendem a estrutura física de produção, como as máquinas industriais. A gestão dos ativos implica na gestão ideal do seu ciclo de vida, encontrando o equilíbrio certo entre desempenho, custo e risco para atingir os objetivos definidos de um negócio de maneira sustentável.  

Assim, a gestão eficiente do ciclo de vida do ativo, ou sistemas de ativos, tem total consonância com a necessidade da competitividade da indústria, em todos os portes e segmentos. 

O ciclo de vida do ativo envolve, portanto, desde sua seleção (projeto e aquisição), operação, manutenção, possível reforma e descarte. 

AS ETAPAS DO CICLO DE VIDA DO ATIVO INDUSTRIAL

Para que as máquinas industriais gerem valor para a organização, ao longo de todo o seu ciclo de vida, não basta simplesmente especificar, solicitar cotações e comprar esse ativo. 

Diferente disso, a aquisição e gestão de uma máquina industrial é um processo de múltiplos passos. E deve, portanto, ser feito com calma e de forma adequada, incluindo: 

1. Identificação da necessidade

A identificação cuidadosa e detalhada da necessidade, o que inclui a opinião de operadores e manutentores. Deve incluir, assim, análise das soluções disponíveis, o retorno deste investimento, a forma de aquisição, entre outros. 

2. Planejar o que é esperado desse ativo

Nesta etapa é feita uma avaliação criteriosa, um planejamento do seu uso, bem como a definição de metas de produtividade para sua utilização. 

3. Projeto ou Design

Nesta etapa é definida qualquer modificação em relação ao projeto padrão do maquinário. Importante, portanto, lembrar que um ajuste de design após a compra ou mesmo comissionamento é muito mais difícil e dispendioso. 

4. Aquisição

Nesta etapa é feita a aquisição de fato do ativo. Isto é, esse é o momento da negociação de termos contratuais de fornecimento. E deve incluir, dessa forma, garantias, responsabilidade de reparo e troca em função de defeitos no maquinário ou peças. 

5. Comissionamento e implantação

Alguns ativos podem ser entregues prontos para uso. Outros, porém, necessitam ser instalados e comissionados. Nesta fase é assegurado que o ativo seja adequado ao propósito da aquisição e que não, seja danificado ou instalado incorretamente e que não falte nenhum recurso prometido pelo fornecedor. 

6. Operação e manutenção

Normalmente é a fase mais longa do ciclo de vida. Além disso, nela deve-se registrar os custos e ter claro um planejamento, tanto de operação como de manutenção

7. Modificação ou atualização

Durante a vida útil, alguns ativos são passíveis de modificações ou atualizações para torná-los mais eficientes. Importante, portanto, comparar os resultados esperados dessa modificação em relação à aquisição de um ativo novo e mais moderno. 

8. Descomissionamento e descarte

É o final da vida útil do ativo. Isto é, quando os custos de operação ou manutenção se tornam altos demais. E é necessário planejar a sua retirada, o que ocorre normalmente em paralelo à aquisição de novo ativo. 

CURVA DA BANHEIRA 

Uma curva de banheira é uma representação visual da taxa de falha de um ativo ao longo do tempo. Ao traçar as ocorrências de falha ao longo do tempo, esse gráfico mostra três períodos principais que um ativo experimenta durante sua vida: 

I – Mortalidade infantil 

II – Vida útil 

III – Desgaste 

Como visto no gráfico, há uma grande incidência de falhas na fase inicial, também chamada de mortalidade infantil, que são falhas decorrentes de: 

  • Problemas de fabricação; 
  • Defeitos de instalação; 
  • Erros de projeto; 
  • Montagem incorreta, dentre outros. 

Passado o período de risco de mortalidade infantil, entra-se na vida útil do ativo onde os eventos de falhas diminuem e se estabilizam. Quando ocorrem, as falhas são aleatórias e em geral devido à operação do ativo. 

Nesse estágio a aplicação da estratégia adequada de manutenção tem papel extremamente importante, buscando evitar intervenções corretivas. Nesse aspecto, portanto, deve-se adotar técnicas preditivas e preventivas. Elas trabalham para confiabilidade e disponibilidade dos ativos e, portanto, para a sua geração de valor. 

Com o tempo de uso, o ativo tende a apresentar mais falhas de desgaste. 

ENTENDENDO O GRÁFICO

Conforme o gráfico ilustra, essa incidência aumenta sensivelmente na fase final da vida do ativo. Nesse ponto, entra-se nas etapas de modificação ou atualização, ou então o descomissionamento e descarte. 

A capacidade produtiva, novas tecnologias, custos de manutenção e de reposição do ativo vão indicar o melhor caminho a seguir. 

BENEFÍCIOS DE UMA GESTÃO EFICIENTE NO CICLO DE VIDA DE MÁQUINAS INDUSTRIAIS 

A qualidade da gestão, em uma organização, é o que determina seu sucesso ou fracasso. 

Em um ambiente competitivo, onde as organizações de vanguarda estão operando com tecnologias da indústria 4.0, não se pode deixar de extrair o máximo de valor do investimento em ativos.

Dentre os benefícios da boa gestão do ciclo de vida de máquinas industriais estão: 

  • Prolongar a vida útil de máquinas e equipamentos; 
  • Aumentar a confiabilidade da operação; 
  • Aumentar a produtividade; 
  • Manter custos com manutenção em nível ótimo; 
  • Melhorar a saúde e segurança para os colaboradores; 
  • Gerar maior eficiência energética; 
  • Contribuir para a rentabilidade do negócio. 

Quer saber mais sobre o tema? Baixe o ebook “Ciclo de Vida dos Ativos” e compreenda as diferentes etapas do ciclo de vida e o custo total de aquisição.

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