Gestão da manutenção: 5 dicas para formar uma equipe de alta performance

Gestão da manutenção: 5 dicas para formar uma equipe de alta performance

Contrate devagar e demita rápido!


Essa máxima também vale para a formação de equipes de manutenção. Ter um processo de seleção e contratação estruturado, com a descrição da função, o que é esperado do candidato em termos de formação e qualificação é somente um ponto de partida. A ele são somados testes, dinâmicas e entrevistas para a escolha do melhor candidato.

Os treinamentos teóricos e a aplicação prática vêm normalmente a partir da integração do novo colaborador e a Norma NR-12, que trata dos procedimentos de segurança do trabalho é o texto da legislação de conhecimento mandatório para os gestores da produção e manutenção. A ciência dos riscos a que o colaborador estará exposto na sua função e quais equipamentos de segurança serão utilizados no exercício das atividades diárias são igualmente parte das orientações necessárias.

A equipe de manutenção é o item de custo (investimento) mais representativo

Em seu Documento Nacional 2017, a ABRAMAN, destaca o custo relativo de pessoal próprio como o item mais representativo do orçamento da manutenção industrial, seguido de materiais de uso para a execução do trabalho e de contratações terceirizadas. Em contratações também haverá técnicos e gestores responsáveis pelo planejamento e execução da manutenção terceirizada, quer dizer, mais pessoas envolvidas.

A experiência mostra que quem executa as tarefas, lida diariamente com as atividades inerentes à sua função, acaba se tornando a melhor referência em conhecimento específico e, por isso, importante fonte para a sugestão de melhorias. Se seu gestor for capaz de incentivar essa interação por meio do apoio diário, da liderança pelo exemplo, se souber ouvir, motivará a sua equipe a se engajar, a colaborar com setores interdependentes para melhorar continuamente, evitando desperdícios, reduzindo riscos, aumentando a produtividade e claro, a satisfação de cada membro da equipe.

Numa equipe de manutenção, as competências técnicas são muito importantes, seu reforço e treinamento contínuo necessários. Mais do que competências técnicas, o gestor deve ter a habilidade de reconhecer os comportamentos dos indivíduos da sua equipe. Afinal, de nada adianta competência técnica se não houver comprometimento com a execução segura, correta e ágil de cada tarefa. Se não houver o compromisso e o encorajamento de apontar oportunidades de melhoria e mesmo com a necessidade de apoiar o colega cujo entendimento da atividade carece de esclarecimentos não se chegará ao melhor desempenho.

Segurança do Trabalho

A Norma Regulamentadora  NR-12  e seus anexos definem referências técnicas, princípios fundamentais e medidas de proteção para garantir a saúde e a integridade física dos trabalhadores e estabelece requisitos mínimos para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho. É uma norma extensa que deve ser respeitada nas diversas fases de uso dos equipamentos,  seja ainda em projeto, utilização e fabricação em todas as atividades econômicas.

Não basta, no entanto, que as pessoas tenham acesso e conhecimento das normas, regras e documentos descritivos. Há a necessidade de verificação contínua do gestor  para assegurar que as boas práticas estejam assimiladas pelos colaboradores e efetivamente aplicadas as suas tarefas diárias. Afinal, o colaborador é um ser humano, que tem (ou não) motivação de adotar as melhores práticas.

O que pode ser medido pode ser melhorado

Assim dizia o guru da administração Peter Drucker. Isso vale para o desempenho de qualquer setor e suas equipes de trabalho. Há que ser definido o que medir, quais métricas ou indicadores são relevantes para a equipe de manutenção. Quais os indicadores-chave do departamento e seu desdobramento para cada integrante de equipe. Como essas medições serão comunicadas dentro do setor e entre departamentos interdependentes.

Os indicadores-chave da organização e da direção específica estarão refletidos e desdobrados em indicadores que os apoiam, em todos os departamentos relacionados àquela função diretora, inclusive a de manutenção.

Indicadores bem definidos geram o foco naquilo que realmente importa!

Como exercer o papel de líder na gestão da manutenção?

Para que o trabalho seja considerado bem feito, deve ser feito com segurança, com eficiência e dentro da qualidade esperada. Quer dizer que todo o trabalho deve ser feito sem causar acidentes ou incidentes, para as pessoas e para o meio ambiente. Deve ser realizado usando o mínimo de recursos possíveis, seja pessoas, tempo, materiais, etc. Deve ser realizado corretamente da primeira vez, evitando retrabalho.

O líder se envolve quando há um problema, apoia, orienta e auxilia a resolver problemas. Ele também tem o papel de coach que prepara seu time para vencer. Neste papel o líder orienta e treina sua equipe, se comunica e trabalha a sua motivação.  O líder também tem a função de autoridade que faz com que cada indivíduo da sua equipe assuma as responsabilidades por suas atividades. Não significa xingar, gritar ou ameaçar mas sim provocar o comprometimento em cada indivíduo para que a equipe entregue as suas metas de forma contínua.

O papel de líder, na gestão da manutenção, pode e deve incluir a busca por soluções que melhorem a produtividade da equipe, que aumentem a segurança de inspeções rotineiras e que agreguem valor ao trabalho da equipe.

Pensando em produtividade, segurança e qualidade a Dynamox desenvolveu o DynaPredict, dispositivo bluetooth para facilitar a vida de gestores e equipes de manutenção. Saiba mais!