Gestão industrial: 4 problemas frequentes e potenciais soluções

Gestão industrial: 4 problemas frequentes e potenciais soluções

Executar uma gestão eficiente em qualquer indústria não é uma tarefa simples.

Essa operação envolve a administração constante de diversos fatores, como pessoas, máquinas, recursos e situações provocadas por “n” fatores externos, alheios à interferência ou vontade.

Nesse artigo do blog serão citadas algumas das dificuldades mais frequentes encontradas na gestão industrial, além de discorrer sobre algumas maneiras de evitá-las ou reduzir seus efeitos.

Mentalidade “perdedora” e insatisfação geral

Nada pode ser mais prejudicial para uma organização do que colaboradores infelizes e desmotivados. Uma empresa depende fortemente do trabalho e da performance de cada um de seus colaboradores e a maneira como se sentem influencia diretamente no resultado final.

Uma mentalidade voltada para o crescimento e a melhoria contínua é necessária para qualquer empresa que queira romper barreiras e estar em um patamar competitivo. Para isso, é necessário que as pessoas se sintam valorizadas e ouvidas no ambiente profissional. Não há uma receita pronta para tal. porém práticas como: reconhecer espírito colaborativo e premiar funcionários que se destacam em suas funções, fornecer feedbacks frequentes e construtivos, estabelecer metas claras e celebrar quando essas são alcançadas, certamente impactam positivamente na mentalidade e no clima geral da organização.

Outro ponto-chave é o empoderamento (‘empowerment’) gradativo da força de trabalho, ou seja, dar mais autonomia aos colaboradores. Essa estratégia busca um melhor aproveitamento do capital humano, um maior engajamento e consciência e uma participação mais ativa. É perceptível a diferença na atmosfera em organizações cujos funcionários são empoderados. As pessoas geralmente são mais entusiastas, criativas e dispostas a colaborar. O empoderamento também aguça sensos de lealdade e confiança nas equipes, que passam a ter mais orgulho, ‘vestem a camisa’ e se tornam mais dispostos a contribuir com o sucesso da organização.

Falhas ou ausência de liderança

Uma liderança instável ou mal preparada pode resultar em insatisfação e clima organizacional não propício ao desenvolvimento. Cada colaborador é único e possui uma personalidade diferente. Um bom líder deve saber como lidar com sua equipe, como extrair o melhor de cada um.

Por vezes, uma repreensão no momento errado ou na frente de outros colaboradores, uma maneira mais ríspida de se dirigir a alguém, ou ainda uma ausência de atitude em uma situação demandada, podem impactar negativamente na atmosfera e na motivação geral.

Outro ponto importante acerca da liderança é a transparência. É obviamente inviável que a empresa consulte todos os seus membros sempre que surgir um problema. Há situações nas quais os líderes devem ficar responsáveis por chamar a responsabilidade para si e tomar a decisão. Entretanto, essas decisões devem ser transparentes, não deixando margem a más interpretações, que por sua vez, podem resultar em ruídos e especulações, afetando o clima da empresa.

Além disso, o líder deve ser engajado, deve conhecer bem a sua equipe e os processos que a envolvem. Mais do que uma autoridade, deve liderar pelo exemplo.

Processos deficientes, informações dispersas

Ainda que a indústria não tenha uma certificação de qualidade, isso não é impeditivo que cada setor tenha seus processos de trabalho claramente definidos e descritos.

Como atingir metas se o caminho para chegar lá não está claro?

Alguns passos a considerar

Estabelecer a descrição da função do colaborador: sabendo o que é esperado, pode ser buscado o melhor encaixe de perfil, estabelecer o treinamento necessário, considerar aspectos de saúde e segurança do trabalho e, assim, gerenciar expectativas;

Definir os objetivos de cada setor e equipe: estabelecer metas de produção, índice aceitável de refugo, índice de disponibilidade do maquinário, custos de peças de reposição, estão entre as questões a serem claramente definidas.

Métricas de inovação: busca de novos materiais, processos mais eficientes, melhora na gestão de ativos incluindo soluções de mantenabilidade, etc.;

Incentivar e recompensar a melhoria contínua: muitos colaboradores, no exercício das suas atividades diárias, descobrem maneiras de fazer mais e melhor. Essa atitude deve ser valorizada para entrar num círculo virtuoso de gerar ideias de melhoria contínua;

Uso de ferramentas e sistemas de gestão como sistemas informatizados para acompanhar os diversos processos: de gestão da produção, financeira, clientes, ativos e manutenção desses, etc.

Manutenção cara e ineficiente

Algumas empresas ainda enxergam a manutenção como uma despesa, quando na verdade ela deveria ser vista com um investimento em capacidade produtiva, pois se trata de uma questão estratégica essencial para o bom funcionamento do sistema produtivo.

Um plano de manutenção bem elaborado e executado permite que a empresa trabalhe com capacidade mais próxima da nominal, buscando evitar interrupções que podem custar vendas já conquistadas ou resultar em elevados custos de oportunidade.

Um plano completo contemplará os diversos tipos de manutenção, entre eles a manutenção preditiva, que busca antecipar falhas através de, por exemplo, ferramentas de monitoramento da condição de máquinas.

Com o desenvolvimento e a evolução de tecnologias da indústria 4.0, este tipo de manutenção vem ganhando cada vez mais importância no mercado. E, buscando fornecer uma solução de qualidade para este tipo de manutenção, a Dynamox desenvolveu a solução DynaPredict, ideal para o monitoramento de equipamentos de maior criticidade, pois coleta dados de vibração e temperatura de máquinas que, por sua vez, ao serem analisados, podem apontar diversas falhas, como as citadas neste artigo.

As dificuldades citadas neste artigo tendem a ser obstáculos gerais, podendo ser encontradas em quaisquer tipo de indústria. Entretanto, é claro que cada empresa é um caso, com suas particularidades e desafios próprios. É preciso compreender que a boa gestão industrial não se trata de uma estrada em linha reta. Não há solução única ou uma fórmula mágica. Por isso, é preciso que o bom gestor tenha sempre um diálogo integrador com todos os setores e pessoal de sua indústria. Sendo essencial um processo de introspecção para avaliar quais são as dificuldades a serem superadas. Assim, é possível construir um ambiente que motiva os trabalhadores e permite a solução orgânica de problemas em toda a cadeia produtiva.

 

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