7 Motivos para monitorar a temperatura de perecíveis durante o transporte

7 Motivos para monitorar a temperatura de perecíveis durante o transporte

Monitorar a temperatura de perecíveis sensíveis a variação, como alimentos, materiais biológicos entre outros produtos, gera benefícios tanto para o vendedor quanto para o recebedor do produto.

Por outro lado, a falta deste controle pode comprometer toda a cadeia de frio e levar a perda desnecessária de mercadorias ou à infração de normas sanitárias.

Alimentos perecíveis para  exposição em gôndolas de supermercados

O transporte de alimentos perecíveis exige uma série de cuidados. Para o volume de produto contratado, é destinado um veículo, que pode fazer o transporte exclusivo ou mesclar itens para o mesmo cliente, ou mesmo para recebedores diversos.

Esse veículo deve seguir as normas de higiene; manutenção adequada do veículo e do sistema de refrigeração instalado; da condição de refrigeração no baú conforme a necessidade; ter autorização da autoridade competente para o transporte de alimentos; entre outros quesitos.

Relações de confiança são estabelecidas entre o fornecedor e seu cliente, bem como destes com o prestador do serviço logístico. Há, no entanto, situações ou práticas inerentes ao processo, que nem sempre são identificáveis, que podem comprometer a qualidade do produto que será exposto ao consumidor final. São listadas a seguir, alguns exemplos dessas situações:

  • O transporte misto de produtos: pode incluir produtos secos, resfriados e congelados na mesma viagem do caminhão. Quando este transporte é feito, conta-se com a experiência da transportadora, na correta segregação das mercadorias e separação dos ambientes dentro do baú. Como assegurar que um único motor gerador de frio, com segregação de ambientes, dentro do mesmo báu, possa manter a condição adequada do produto congelado, do resfriado e do seco, sem um monitoramento independente de cada seção dentro do baú?
  • Sistema de refrigeração dependente do motor do veículo: o ideal é contar com motoristas treinados e experientes na condução de perecíveis, porém podem acontecer eventos em que haja a necessidade de desligar o  motor do caminhão. Nesta situação, como saber por quanto tempo o produto ficou exposto à temperatura inadequada e qual foi essa temperatura, para assim determinar o efeito no produto transportado?
  • Interrupções de trânsito, esperas e paradas, greves, acidentes e desvios não programados: com o mesmo impacto do item anterior, sem dados concretos, como determinar o efeito na qualidade do item em trânsito? Por tratar de fatores imprevisíveis, causam desde atrasos na entrega até a perda de produto. Monitorar a temperatura de perecíveis é essencial para a tomada de ações preventivas e avaliar com celeridade os impactos destas ocorrências sobre a carga.

O transporte de produtos resfriados e congelados na cabotagem

A cabotagem é o transporte mais sustentável entre portos no Brasil, pois trata-se do transporte de grandes volumes, por navio. O transporte em contêineres permite o fornecimento de produtos em longas distâncias, de forma econômica, em lotes adequados à capacidade em peso e metragem cúbica do contêiner refrigerado escolhido. A cabotagem é uma alternativa ao transporte rodoviário, com os benefícios de menor risco de perdas e avarias, custo do frete inferior e maior segurança.

No caso de perecíveis resfriados ou congelados, esse transporte é realizado em contêineres refrigerados, aonde o produto é acondicionado, idealmente após a temperatura de armazenamento atingir a mesma temperatura para o transporte. Porém, mesmo neste meio de transporte há diversos fatores que devem ser considerados. São eles:

  • Produto resfriado adequadamente antes do carregamento: como determinar se efetivamente a temperatura de carregamento estava no patamar adequado, sem o auxílio de um dispositivo de monitoramento?
  • Impacto do não fornecimento de energia ao contêiner refrigerado: no caso de itens, resfriados a -18°C e transportados em um contêiner em bom estado, há uma perda de temperatura estimada em 1°C por dia, o que permite um transporte seguro, da fábrica até o porto de embarque. Mas qual o efeito se o transporte se prolongar inesperadamente? Lembre-se da greve recente de caminhoneiros.
  • Acesso aos dados do data logger do contêiner: o contêiner possui data logger embarcado onde a temperatura é registrada a partir do carregamento. Porém, o transportador pode não liberar esta informação ou dificultar seu acesso, prejudicando a identificação de responsabilidades.
  • Potencial redução no valor prêmio de seguro: seguradoras que fazem o seguro da carga no transporte, tendem a considerar o monitoramento da temperatura como um elemento de redução de risco e/ou como um instrumento para facilitar a apuração de responsabilidades.

O monitoramento contínuo da temperatura, em perecíveis e termolábis, já é uma exigência dos órgãos de saúde e vigilância sanitária para diversos itens. No entanto, como visto nos fatores de risco elencados acima, o produto pode chegar ao local de consumo ou uso, com suas características originais e de qualidade comprometidas, devido a quebra da cadeia de frio durante o processo logístico.O monitoramento pode ser uma ferramenta de auxílio para ações de prevenção de perdas e de correção de problemas terceiros.

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